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Pânico

PERTURBAÇÃO DE PÂNICO

Diana Frasquilho, psicóloga


A palavra "pânico" tem origem no vocábulo grego "panikon" que significa susto ou pavor violento e repetitivo.


É caracterizado por um período distinto de medo/desconforto intenso que surge de forma abrupta e cujo ápice surge após cerca de 10 minutos.

É acompanhado de um certo número de sintomas físicos e/ou de pensamentos catastróficos:

  • Palpitações, batimentos cardíacos ou ritmo acelerado;

  • Suores;

  • Estremecimento ou tremores;

  • Dificuldade em respirar;

  • Sensação de sufoco;

  • Desconforto, aperto ou dor no peito;

  • Náuseas ou mal-estar abdominal;

  • Sensações de tontura, desequilibrio, “mente em branco” ou de desmaio;

  • Desrealização (sentir-se fora da realidade)ou despersonlização (ver-se de fora, estar desligado de si próprio);

  • Medo intenso de perder o controlo ou de enlouquecer;

  • Medo intenso de morrer;

  • Parestesias (formigueiros ou entorpecimento);

  • Sensação de frio ou de calor.


O ataque de pânico é uma experiência que ocorre com alguma frequência nas perturbações da ansiedade (Ansiedade Generalizada, P. Obsessivo-Compulsiva e Fobias).

 

Tipos de Ataque de Pânico

1) Ataques de pânico espontâneos: ocorrem sem que se conheça a causa ou estímulo

2) Ataques de pânico situacionais: ocorrem invariavelmente em situações específicas

3) Ataques de pânico situacionalmente predispostos: ocorrem com maior probabilidade, embora nem sempre, em certas situações.

Os segundos ocorrem com maior frequencia em fobias específicas. Os terceiros ocorrem sobretudo na perturbação de pânico com Agorofobia.


O que é Agorafobia?

Caracteriza-se pela ansiedade intensa ou evitamento de locais ou situações específicas das quais a fuga física ou social possa ser dificil ou embaraçosa, ou nas quais possa não ter ajuda disponível no caso de ter um ataque de pânico inesperado.

Por exemplo:

Medo de estar sozinho fora de casa

Medo de andar de transportes públicos (autocarro, comboio, avião...)

Evitar ir ao cinema, centros comerciais, teatro, concertos etc.

Evitar estar em filas de trânsito, atravessar pontes ou tunéis...

Evitar ir comer fora, ir a festas..


Tratamento

Logo que a perturbação seja diagnosticada, o primeiro passo é feito através do recurso à psicoeducação. Isto é, ajudar a pessoa a compreender a patologia e a diminuir os seus receios.

A farmacoterapia receitada pelo médico mostra-se eficaz na redução dos sintomas. Contudo, em certos casos a combinação de fármacos com psicoterapia é especialmente útil.

A psicoterapia cognitivo-comportamental mostra-se benéfica para certos casos clínicos. Segundo a abordagem cognitiva da perturbação de pânico, o pânico resulta da interpretação errada e catastrófica de determinadas sensações corporais (Clark, 1986). Assim, o processo de tratamento da perturbação de pânico envolve essencialmente:

1) Intervenção sobre os comportamentos de evitamento e sobre a interpretação das sensações corporais.

2) Intervenção sobre os pensamentos e crenças disfuncionais

3) Aprendizagem e treino de técnicas de relaxamento muscular e de respiração diafragmática

A psicoterapia psicodinâmica, logo que os sintomas-alvo estejam controlados, é útil para explorar os factores desencadeadores inconscientes dos sintomas de pânico.



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